Os pesquisadores de neurocirurgia da Universidade da Califórnia usaram uma nova técnica em células-tronco para promover o crescimento de tecido ósseo após a remoção discos cervicais (‘almofadas’ entre os ossos da coluna) para aliviar a dor crônica.
O procedimento foi executado pelos professores Kee Kim e Rudolph Schrot, sendo usadas células-tronco derivadas de medula óssea adulta para promover o crescimento de tecido ósseo, fundamental para a fusão espinhal depois da cirurgia. E é o primeiro de uma série, conduzido pela Universidade da Califórnia, para testar a segurança e eficácia preliminar da terapia.
A remoção do disco cervical alivia a dor eliminando a fricção entre as vértebras e a compressão do nervo. A fusão espinhal é usada na cirurgia para doenças degenerativas de disco, onde a cartilagem se desgastou, deixando o osso junto de osso, e os discos com hérnia, que ‘pinçam’ ou comprimem os nervos.
“O conhecimento ganho sobre células-tronco poderá aplicado também, no futuro, para tratar sem cirurgia aqueles com dores crônicas, somente com infusão destas células, diminuindo as chances de complicações e rejeições”, disse o professor Kim.
Milhões de norte-americanos são afetados por doenças na coluna vertebral, e, com a tendência de envelhecimento da população, o número de pacientes potenciais aumenta a cada ano. “Este é um teste clínico emocionante, avaliando a habilidade das células-tronco de doadores saudáveis em pacientes com doenças vertebrais crônicas, avançamos também nas possibilidades de cura para outras doenças” disse Jan Nolta, diretor do instituto Davis da Universidade da Califórnia para Curas Regenerativas.
“Células-tronco medulares já tem sido usadas há alguns anos em casos ortopédicos, mas a aplicação em uma técnica diferenciada permite mais conforto e segurança para o paciente”. Os métodos atuais de promoção da fusão espinhal incluem a implantação de tecido ósseo do quadril para incentivar um novo crescimento nas vértebras, e também a implantação de proteínas de indução do crescimento, que trazem várias complicações, especialmente quando aplicadas na área do pescoço.
As células-tronco são derivadas da medula óssea de um único doador adulto saudável, e são assim muito homogêneas e seguras, segundo o professor Kim, com mínima possibilidade de rejeição pelo paciente. A fusão, entretanto, não ocorre em 35% dos pacientes, necessitando cirurgias adicionais.
fonte: http://www.ucdavis.edu/





